Ministra anuncia secretários e presidentes de vinculadas

A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, define a equipe com que vai
implementar as políticas culturais do governo da presidenta Dilma
Rousseff. São duas as mudanças estruturais. Uma é a criação de uma
Secretaria da Economia Criativa. “Não é possível ignorar, neste início
do século XXI, a importância da economia da cultura para a construção
de uma nação desenvolvida. Por isso, decidimos criar uma estrutura que
possa pensar todas as potencialidades desta área no Brasil”, afirma a
ministra.
A segunda alteração é a unificação das atuais Secretaria de Cidadania
Cultural e Secretaria da Identidade e Diversidade na nova Secretaria
da Cidadania e da Diversidade Cultural. “A nova secretaria terá áreas
específicas para cuidar de cada tema, mas ganhará em eficiência por
meio da integração das políticas voltadas ao cidadão, que antes eram
executadas em secretarias diferentes”, explica a ministra.
A seguir, os nomes escolhidos pela ministra:

Secretário-executivo: Vitor Ortiz, secretário da Cultura das cidades
gaúchas de Viamão (1997/2000), Porto Alegre (2002/2004) e São Leopoldo
(2009/2010). Foi diretor da Funarte e diretor de relações
institucionais da Bienal de Artes Visuais do MERCOSUL e gerente da
Gerência Regional da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) no Rio de
Janeiro.

Secretário de Articulação Institucional: Roberto Peixe, designer,
arquiteto e gestor cultural, foi secretário de Cultura de Recife de
2001 a 2008. Antes, havia sido Secretário do Patrimônio Cultural e
Turismo da cidade de Olinda, em 1995. A partir de 2009, assumiu o
cargo de Coordenador Geral de Relações Federativas e Sociedade da
Secretaria de Articulação Institucional do Ministério da Cultura, e
passou a coordenar a elaboração e implantação do Sistema Nacional de
Cultura (SNC).

Secretária do Audiovisual: Ana Paula Santana, advogada, especialista
em relações internacionais e gestão do entretenimento. Entrou na SAV
em 2002 como estagiária. Depois, foi para a coordenação internacional
da SAV e para a área de fomento a programas e projetos audiovisuais.
Foi chefe de gabinete e, depois, Diretora de Programas e Projetos
Audiovisuais, cargo que ocupava até agora.

Secretária da Cidadania e da Diversidade Cultural: Marta Porto, mestre
em Ciências da Informação pela UFMG, especialista em políticas de
comunicação, cultura e investimento social privado. Consultora de
entidades e organizações multilaterais como a UNICEF. Foi Diretora de
Planejamento e Coordenação Cultural da Secretaria Municipal de Cultura
de Belo Horizonte (1994/96) e Coordenadora Regional do Escritório da
UNESCO do Rio de Janeiro (1999/ 2003).

Secretária da Economia Criativa: Cláudia Leitão, Doutora em Sociologia
pela Université de Paris V, é professora do Programa de Pós-Graduação
em Políticas Públicas e Sociedade da Universidade Estadual do Ceará
(UECE), onde lidera o Grupo de Pesquisa sobre Políticas Públicas e
Indústrias Criativas. Foi Secretária da Cultura do Estado do Ceará no
período de 2003 a 2006.

Secretário de Fomento e Incentivo à Cultura: Henilton Menezes,
produtor cultural e consultor para elaboração de projetos. Foi gerente
da área de cultura do Banco do Nordeste, sendo responsável pela
criação e desenvolvimento do Programa BNB de Cultura, edital de
patrocínios culturais e pela instalação da rede de centros culturais
da estatal. É secretário de Fomento e Incentivo à Cultura desde o
início de 2010.

Secretário de Políticas Culturais: Sérgio Mamberti, ator e dramaturgo,
foi secretário de Artes Cênicas; de Música; e de Identidade e
Diversidade Cultural do Ministério da Cultura. Em 2008, assumiu a
presidência da Fundação Nacional das Artes (Funarte).

Diretor-geral da Agência Nacional de Cinema: Manoel Rangel, neste
mesmo cargo desde dezembro de 2006, é cineasta, formado pela
Universidade de São Paulo (1999). Foi presidente da Comissão Estadual
de Cinema da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo (2001/2002)
e assessor especial do ministro Gilberto Gil (2004/2005), quando
coordenou o grupo de trabalho sobre regulação e reorganização
institucional da atividade cinematográfica e audiovisual no Brasil.

Presidente da Fundação Biblioteca Nacional: Galeno Amorim, jornalista
e escritor, foi secretário de Cultura de Ribeirão Preto na gestão do
então prefeito Antonio Pallocci. Presidiu o Comitê Executivo do Centro
Regional de Fomento ao Livro na América Latina e no Caribe e
participou da criação do Plano Nacional do Livro e Leitura. É diretor
do Observatório do Livro e da Leitura e consultor internacional de
políticas na área.

Presidente da Fundação Casa de Rui Barbosa: Emir Sader, formado em
filosofia pela Universidade de São Paulo (USP). Aposentou-se como
professor de sociologia. Passou a ser professor da UERJ, onde
trabalha, nos cursos de Políticas Públicas e História. Autor, entre
outros, de “A nova toupeira”, e organizador de “Latinoamericana –
Enciclopédia Contemporânea da América Latina e do Caribe”, ganhador do
Prêmio Jabuti como o melhor de não-ficção do ano.

Presidente da Fundação Cultural Palmares: Eloi Ferreira, ex-ministro
da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) em
2010. Antes, havia ocupado a secretaria-adjunta da Seppir e coordenado
a equipe organizadora da 2ª Conferência Nacional de Promoção da
Igualdade Racial.

Presidente da Fundação Nacional das Artes: Antonio Grassi, ator,
diretor e produtor, cursou Ciências Sociais na UFMG. Foi secretário de
Cultura do Estado do Rio de Janeiro, além de presidente da Fundação
Theatro Municipal do Rio de Janeiro e presidente da Funarte. Atuou
como assessor especial do Governo do Estado de Minas Gerais. Ocupava,
até agora, o cargo de gerente executivo regional da TV Brasil no Rio
de Janeiro.

Presidente do Instituto Brasileiro de Museus: José do Nascimento Jr,
formado em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do
Sul. Foi diretor do Departamento de Museus e Centros Culturais do
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (DEMU/Iphan).
Preside o Ibram desde a criação da autarquia, em janeiro de 2009.

Presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional:
Luiz Fernando de Almeida, arquiteto. Lecionou na área durante 16 anos.
Atuou em projetos de Desenvolvimento Urbano e de Habitação na
Companhia Metropolitana de Habitação, na Empresa Municipal de
Urbanização e na Câmara Municipal de São Paulo. É presidente do Iphan
desde 2006.

Fonte: MinC

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Associação Brasileira de Difusão do Livro, fundada em 27 de outubro de 1987 é uma entidade sem fins lucrativos, que congrega o setor chamado porta a porta, ou venda direta (fora internet).

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